Ultimamente aprendi a ser um escritor mecânico contradizendo aquilo que mais eu repudia.
Sempre errei orações, sejam elas adverbiais ou religiosas, ambas estão fora do meu feitio.
Além disso, ratifiquei a ideia de que estou mais raso que um prato. Deus, quanto vazio.
Nada me revolta além do espaço que abrange do a minúsculo ao Z, esse maiúsculo.
Perdi minha identidade, minha raiz e minha vergonha.
Que retrospectiva mais furada.
Devo ter envelhecido, ou então é o amor. Ou estudos, ou são os outros. Os outros são.
Reta final de mais um período de alienação e desumanidade. Não reclamo, admiro os vencedores e tenho náusea dos que despediçam a chave pra um futuro melhor.
Papo de velho, realmente, basta. É hora de renovar.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Sinto
Sinto que estou prestes a escrever mais uma das bobagens que sempre escrevo pra mim mesmo. Eu sinto.
Tudo termina, mas eu quero distância da despedida.
Transição, transformação, tudo isso é positivo. Mas quem disse que eu quero o positivo?
Um rebelde sem causa, não tenho o que reclamar. Tudo flui da forma mais correta possível. Afinal, enfim estou feliz. Mas nem tudo são flores.
Estou prestes a reprovar no teste da sobrevivência social. Estou prestes a perder um lugar, onde por três anos, conquistei amizades, vi situações, ri, revoltei e aprendi.
Um ambiente que eu nunca mais terei. No fundo, tudo isso é banal. Não sei porque estou fazendo tanta tempestade. Futilidade de adolescente. Saia daqui.
Isso já me ocorreu, a exatamente um ano. Perdi conversas, risadas, meus dias ficaram mais tristes. Acordava pensando em ir até lá, esquecia que tudo aquilo tinha acabado. Um pra cada canto, cada um por si.
Não é nada feliz, não sei porque dizem isso.
É traumatizante. A globalização nos afasta ainda mais.
Passei por poucos. Passei por poucas e boas.
O que farei no próximo ano? Será que encontrarei alguém, que hoje convivo, em uma breve passagem de 10 minutos em um ônibus? Serei obrigado a sintetizar tudo que passo, após meses, em poucas palavras? Será que serei obrigado a esquecer todos vocês?
Um dia cada um de nós...(recuso-me a continuar isso, chega)
ERREI!
Tudo termina, mas eu quero distância da despedida.
Transição, transformação, tudo isso é positivo. Mas quem disse que eu quero o positivo?
Um rebelde sem causa, não tenho o que reclamar. Tudo flui da forma mais correta possível. Afinal, enfim estou feliz. Mas nem tudo são flores.
Estou prestes a reprovar no teste da sobrevivência social. Estou prestes a perder um lugar, onde por três anos, conquistei amizades, vi situações, ri, revoltei e aprendi.
Um ambiente que eu nunca mais terei. No fundo, tudo isso é banal. Não sei porque estou fazendo tanta tempestade. Futilidade de adolescente. Saia daqui.
Isso já me ocorreu, a exatamente um ano. Perdi conversas, risadas, meus dias ficaram mais tristes. Acordava pensando em ir até lá, esquecia que tudo aquilo tinha acabado. Um pra cada canto, cada um por si.
Não é nada feliz, não sei porque dizem isso.
É traumatizante. A globalização nos afasta ainda mais.
Passei por poucos. Passei por poucas e boas.
O que farei no próximo ano? Será que encontrarei alguém, que hoje convivo, em uma breve passagem de 10 minutos em um ônibus? Serei obrigado a sintetizar tudo que passo, após meses, em poucas palavras? Será que serei obrigado a esquecer todos vocês?
Um dia cada um de nós...(recuso-me a continuar isso, chega)
ERREI!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Mente
Estou em evolução, mas que sorte a minha.
Não que eu seja diferente, mas é só olhar pro lado e ver a decadência, a alienação, a mentira. Quanta mentira!
Vou balanceando minhas derrapadas com meus acertos, estou no lucro. Estou bem.
Aos poucos vou sumindo da vida de muitos, aos poucos vou entrando na vida de outros. A vida é assim. Eu agradeço a preferência.
Não levo comigo os momentos felizes, eles não são os mais marcantes, os necessários são.
Deveria estar em estado de choque. Não estou.
Deveria estar arrependido de tudo. Não estou.
Quanto orgulho.
Estou irreconhecível pra mim mesmo.
Não sei mais escrever nada profundo, estou raso como um prato.
Minha mente não para de mentir, minha mentira não sai da minha mente.
E esse sonho que vem se aproximando, venho me esforçando, medindo esforços. Medindo eu esforço.
Não, eu continuo idêntico, estou mesmo é explorando.
Oscilo entre o sentimental e o real. 10 Real.
Sem noção de espaço, que pobreza.
Não que eu seja diferente, mas é só olhar pro lado e ver a decadência, a alienação, a mentira. Quanta mentira!
Vou balanceando minhas derrapadas com meus acertos, estou no lucro. Estou bem.
Aos poucos vou sumindo da vida de muitos, aos poucos vou entrando na vida de outros. A vida é assim. Eu agradeço a preferência.
Não levo comigo os momentos felizes, eles não são os mais marcantes, os necessários são.
Deveria estar em estado de choque. Não estou.
Deveria estar arrependido de tudo. Não estou.
Quanto orgulho.
Estou irreconhecível pra mim mesmo.
Não sei mais escrever nada profundo, estou raso como um prato.
Minha mente não para de mentir, minha mentira não sai da minha mente.
E esse sonho que vem se aproximando, venho me esforçando, medindo esforços. Medindo eu esforço.
Não, eu continuo idêntico, estou mesmo é explorando.
Oscilo entre o sentimental e o real. 10 Real.
Sem noção de espaço, que pobreza.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Versão
"Então não me conte os seus problemas"
Não quero ouvir de paz
Não quero saber de amor
"Então não me conte os seus problemas"
Não quero ouvir de paz
Não quero saber de amor
"Então não me conte os seus problemas"
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Hora do recreio
Estou irremediavelmente pressionado na tecla pause.
Retirado de tudo, sinto estar no período de uma formação "intelecto-ignorancial"
Sentindo os prazeres da vida alienada ou mesmo de uma inteligência manipulada.
Quem diria que meus dias durariam tanto tempo. Minhas mãos grudadas na celulose do conhecimento me atrai o que é ruim. Não resisto a um belo dia de solidão. Sinto-me útil. Não pra mim, pra quem me vê.
Reforma política, reforma religiosa, reforma ortográfica. Quem me dera ser reformado.
Meu sentimento de inferioridade aumenta a cada página e se estende a cada rodapé, criando um círculo-vicioso do clichê vicioso. Só me falta falar em alienação novamente, em sistema, em sociedade, em piegas, ah.
Quanta redundância!
Vai ver é esse o motivo do meu temor à redações. Não gosto de regras com exceções, uma brecha sempre será o local onde o fluxo de erros se restringirá, é ali que a falha acontece. Meus erros não vêm de mim.
Não vou usar a palavra vestibular.
Não vou dizer que adoro tudo isso.
Não vou dizer que me sinto podre.
e acima de tudo
Não vou dizer que estou me sentindo só, como nunca me senti.
(Não quero dizer que isso alimenta minha alma)... BUM!
Retirado de tudo, sinto estar no período de uma formação "intelecto-ignorancial"
Sentindo os prazeres da vida alienada ou mesmo de uma inteligência manipulada.
Quem diria que meus dias durariam tanto tempo. Minhas mãos grudadas na celulose do conhecimento me atrai o que é ruim. Não resisto a um belo dia de solidão. Sinto-me útil. Não pra mim, pra quem me vê.
Reforma política, reforma religiosa, reforma ortográfica. Quem me dera ser reformado.
Meu sentimento de inferioridade aumenta a cada página e se estende a cada rodapé, criando um círculo-vicioso do clichê vicioso. Só me falta falar em alienação novamente, em sistema, em sociedade, em piegas, ah.
Quanta redundância!
Vai ver é esse o motivo do meu temor à redações. Não gosto de regras com exceções, uma brecha sempre será o local onde o fluxo de erros se restringirá, é ali que a falha acontece. Meus erros não vêm de mim.
Não vou usar a palavra vestibular.
Não vou dizer que adoro tudo isso.
Não vou dizer que me sinto podre.
e acima de tudo
Não vou dizer que estou me sentindo só, como nunca me senti.
(Não quero dizer que isso alimenta minha alma)... BUM!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Sono eterno
Não mova
um músculo sequer,
qualquer,
em minha direção.
Finja não me ver,
fuja pra qualquer lado,
esconda-me
bem atrás
da cortina,
sobre o telhado
do seu compacto
coração.
Não lute contra você,
mesmo sendo
impossivel entender
se é azar ou consequência
de um grave pecado,
Uma emergência,
pedindo tonéis de clemência
ou questionando se seria
mesmo obra de algum Diabo
que me colocou bem aqui
sobre seu breu sem saber
nem querer.
Não Ouse,
fazer do seu dia,
uma sucessão, velha
de comentários sobre a minha
tão frustada redenção
que profundamente abalou
seu instinto mais abalado.
Mostre, bem acompanhada,
que o tempo
pra você voou,
razante, significante
e não hibernou
como o meu,
que chance a chance
lutou, rusgou
e agora,
definitivamente,
petrificou e morreu
no seu tempo intolerante.
Destaque no seu destino
um caminho curtinho
fácil, singelo
bem te quero,
mas que faça de tudo
pra me esquecer de vez
em vez, talvez,
e solidariza-se
a mudar tudo aquilo
que voce fingiu sonhar
no lar, no bar, sem ar
no dia do relato do
Sono eterno.
Não saia
da minha cabeça.
Seja uma enxaqueca
que mova meu pensar e
Limita-me a pulsos
Inspiros, gritos
mas que
faça-me parar
de falar
ao ar.
Não saia da minha sala
dos porta-retratos,
da mala, da sala de estar
do meu bem estar.
Seja uma morfina,
me paralise,
me equalize,
me priorize
e faça-me parar
de falar.
Seja breve,
de leve, me leve
mesmo eu
não podendo
criticar.
Burle o tempo
não deixe-o
me atropelar.
me solte,
Boa sorte
mas agora, definitamente
eu não quero mais
parar de falar.
um músculo sequer,
qualquer,
em minha direção.
Finja não me ver,
fuja pra qualquer lado,
esconda-me
bem atrás
da cortina,
sobre o telhado
do seu compacto
coração.
Não lute contra você,
mesmo sendo
impossivel entender
se é azar ou consequência
de um grave pecado,
Uma emergência,
pedindo tonéis de clemência
ou questionando se seria
mesmo obra de algum Diabo
que me colocou bem aqui
sobre seu breu sem saber
nem querer.
Não Ouse,
fazer do seu dia,
uma sucessão, velha
de comentários sobre a minha
tão frustada redenção
que profundamente abalou
seu instinto mais abalado.
Mostre, bem acompanhada,
que o tempo
pra você voou,
razante, significante
e não hibernou
como o meu,
que chance a chance
lutou, rusgou
e agora,
definitivamente,
petrificou e morreu
no seu tempo intolerante.
Destaque no seu destino
um caminho curtinho
fácil, singelo
bem te quero,
mas que faça de tudo
pra me esquecer de vez
em vez, talvez,
e solidariza-se
a mudar tudo aquilo
que voce fingiu sonhar
no lar, no bar, sem ar
no dia do relato do
Sono eterno.
Não saia
da minha cabeça.
Seja uma enxaqueca
que mova meu pensar e
Limita-me a pulsos
Inspiros, gritos
mas que
faça-me parar
de falar
ao ar.
Não saia da minha sala
dos porta-retratos,
da mala, da sala de estar
do meu bem estar.
Seja uma morfina,
me paralise,
me equalize,
me priorize
e faça-me parar
de falar.
Seja breve,
de leve, me leve
mesmo eu
não podendo
criticar.
Burle o tempo
não deixe-o
me atropelar.
me solte,
Boa sorte
mas agora, definitamente
eu não quero mais
parar de falar.
domingo, 27 de junho de 2010
Só estamos comentando
Falar daquele que não nos ouve é fácil.
Nossas costas estão cansadas de saber o quão somos apedrejados com palavras em formato de foice. Foram-se.
Também as jogo, como não? Não nasci pra julgar, mas sim, me incluir.
Quero uma tribo, por favor, me avisem quando avistá-la.
Me assombram os comportamentos do ser humano. Já disse.
Tenho pena dos bons psicólogos. Já não bastam os próprios paradoxos, ainda se dedicam com o os do próximo. Árdua tarefa.
Muitas pessoas, hoje em dia (hoje em dia nada, sempre houve isso),se sentem realizadas quando são alertadas de uma fofoca com seu nome. Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Que coisa de gente carente, impressiona.
Ou não, você é assim, eu também, somos todos carentes de sentimentos.
Sentimentos de novela só existem nela.
Não vou entrar no mérito psicosocial do consumo de materiais que têm como conteúdo a vida de terceiros, eles presenteiam fama aos indivíduos. Chega de ficar na platéia do mundo, vamos nos tornar os protagonistas
Você nunca verá um vencedor do prêmio nobel estampando a capa dessas revistas, ou mesmo um grande empresário. Isso tudo é relacionado a imagem, beleza, rostinhos bonitos, boca fechada, só fachada.
Quem faz da vida um tédio é quem inventa o tédio, quem disse que estar em casa é tedioso? Nem toda casa é feita de paredes frias e caras feias. Uma balada pode ser um sacrifício pr'aquele que não precisa de muitas pessoas, fotos, barulhos por volta.
A felicidade existem sim quando o prazer existe, e tudo isso é singular.
A televisão me deixou burro, muito burro demais, agora todas coisas que eu penso me parecem iguais. (Titãs - meu próximo alvo de comentário, já que estamos só comentando.
Nossas costas estão cansadas de saber o quão somos apedrejados com palavras em formato de foice. Foram-se.
Também as jogo, como não? Não nasci pra julgar, mas sim, me incluir.
Quero uma tribo, por favor, me avisem quando avistá-la.
Me assombram os comportamentos do ser humano. Já disse.
Tenho pena dos bons psicólogos. Já não bastam os próprios paradoxos, ainda se dedicam com o os do próximo. Árdua tarefa.
Muitas pessoas, hoje em dia (hoje em dia nada, sempre houve isso),se sentem realizadas quando são alertadas de uma fofoca com seu nome. Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Que coisa de gente carente, impressiona.
Ou não, você é assim, eu também, somos todos carentes de sentimentos.
Sentimentos de novela só existem nela.
Não vou entrar no mérito psicosocial do consumo de materiais que têm como conteúdo a vida de terceiros, eles presenteiam fama aos indivíduos. Chega de ficar na platéia do mundo, vamos nos tornar os protagonistas
Você nunca verá um vencedor do prêmio nobel estampando a capa dessas revistas, ou mesmo um grande empresário. Isso tudo é relacionado a imagem, beleza, rostinhos bonitos, boca fechada, só fachada.
Quem faz da vida um tédio é quem inventa o tédio, quem disse que estar em casa é tedioso? Nem toda casa é feita de paredes frias e caras feias. Uma balada pode ser um sacrifício pr'aquele que não precisa de muitas pessoas, fotos, barulhos por volta.
A felicidade existem sim quando o prazer existe, e tudo isso é singular.
A televisão me deixou burro, muito burro demais, agora todas coisas que eu penso me parecem iguais. (Titãs - meu próximo alvo de comentário, já que estamos só comentando.
Livro aberto
Certo dia que passou e morreu, parei pra pensar no caminho. Parei no meio dele. Tantas variáveis, sob formas concretas ou mesmo sob as ondas do ar, nosso caminho pode fluir de encontro a infinitas possibilidades, incalculáveis até mesmo diante da própria lembrança. Há um retorno nessa trilha que escolhemos?
Retardatários não são retardados, mas sim os que querem alçar um voô compatível às pernas.
Cadê a página que diz o que fazer? Meu Deus, perdi o manual de instruções da vida.
Estou cansado do humano, do ser, de ser. De comentar, de se contentar e de ouvir o comentário. Estou cansado da imagem de bom, das palavras do bem, das obrigações do mau moço.
Primeira pessoa constrange, mas amortece. Cansado já disse que estou, mas não o que me restou, não me restou muito rancor, não os guardo, simplismente repasso, essa máquina vai me engolir vivo.
Regras até nos momentos de desabafo me cansam, te cansam, eu sei.
Mas, espere um pouco, quem é você?
Fases de transição, ou melhor, fase de transição, sem volta, uma escolha. Prós e contras não existem apenas naquele futebol que satisfaz seu tédio em dias de domingo, você tem isso, e sabe disso, mesmo que os esconda em vícios.
Eu me identifico como um adolescente consciente, até excessivamente, mas ninguém se surpreende. Escolha logo um desses personagens pra eu começar meu ensaio. Sei que tudo é resultado de uma soma de esforço, situação e sorte.
Estou feliz em saber que grandes são os que sofreram no passado e hoje me sinto pior que ontem, que antes de ontem, que 1993. Mas a extremidade dessa curva um dia vai aparecer. Eu sei, sempre soube, por isso me alimento com dejetos como essa junção de letras que não querem dizer nada mais que todos dizem.
Que se acabem as temáticas, não quero lançar livro algum. Muito menos determinar um público-alvo que possa digerí-lo de forma correta.
Retardatários não são retardados, mas sim os que querem alçar um voô compatível às pernas.
Cadê a página que diz o que fazer? Meu Deus, perdi o manual de instruções da vida.
Estou cansado do humano, do ser, de ser. De comentar, de se contentar e de ouvir o comentário. Estou cansado da imagem de bom, das palavras do bem, das obrigações do mau moço.
Primeira pessoa constrange, mas amortece. Cansado já disse que estou, mas não o que me restou, não me restou muito rancor, não os guardo, simplismente repasso, essa máquina vai me engolir vivo.
Regras até nos momentos de desabafo me cansam, te cansam, eu sei.
Mas, espere um pouco, quem é você?
Fases de transição, ou melhor, fase de transição, sem volta, uma escolha. Prós e contras não existem apenas naquele futebol que satisfaz seu tédio em dias de domingo, você tem isso, e sabe disso, mesmo que os esconda em vícios.
Eu me identifico como um adolescente consciente, até excessivamente, mas ninguém se surpreende. Escolha logo um desses personagens pra eu começar meu ensaio. Sei que tudo é resultado de uma soma de esforço, situação e sorte.
Estou feliz em saber que grandes são os que sofreram no passado e hoje me sinto pior que ontem, que antes de ontem, que 1993. Mas a extremidade dessa curva um dia vai aparecer. Eu sei, sempre soube, por isso me alimento com dejetos como essa junção de letras que não querem dizer nada mais que todos dizem.
Que se acabem as temáticas, não quero lançar livro algum. Muito menos determinar um público-alvo que possa digerí-lo de forma correta.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Novo mundo colorido

Quantas cores! Tonalidades, infinidades, roupas, móveis, sapatos, imagens.
O que dizer dessa nova preferência pelo colorido? O que vai ser do pretinho básico depois dessa avalanche de cores?
Nos últimos anos, a escolha por um estilo colorido veio a tona tomando conta de milhões de pessoas no mundo(imundo). Uma forma de se expressar(ou de chamar a atenção) sem medo de ser feliz. Seria errado? Não, claro que não. Até o momento que fosse adotado o estilo COLORIDO total, esse meio termo não vale. O que vemos por ai são pessoas totalmente desprovidas de rumo na vida. Ora coloridas, Ora emotivas, ora populares, ora intelectuais. Mas essa não seria a graça de "ser um ser humano"? Multi-facetas e escolhas ambíguas fazem da nossa nova geração adepta ao imediatismo em tudo. Tudo agora, pra agora, amanhã eu mudo tudo. "Geração Y" fast.
Eu queria saber a forma como se vestiam esses coloridos a 2 anos atrás. O estilo emo predominava e saber se adaptar é pra poucos fracos. Tem os fracos que se adaptam, esses sim, merecem todo o nosso respeito.
Uma moda é mais do que uma preferência da maioria, é uma regra a ser seguida.
Eu sou feio mas estou na moda.
nada do que você possa se lembrar depois

Fico pensando sobre a minha visão das coisas, uma pessoa com o mínimo de senso crítico vai entender do que eu estou falando.
Eu nasci, prevaleci e sobrevivi, atravessei algumas etapas até chegar nessa em que me situo e atuo como uma peça, quando é necessário. 4 anos atrás estava pensando em outras coisas, mas quem diria que tudo ia chegar onde chegou? No nada? Chega a puberdade, chega de puberdade, chegam as acnes, as falhas na voz que vai mudando, novos (primeiros) amigos, tudo muda, tudo fora de lugar. No decorrer disso, sempre esbarrei em situações em que a revolta tomou conta de todo meu sistema nervoso, fiquei nervoso, furioso e quieto. Pessoas desiludidas e fantasiosas que tendem a demonstrar aquilo que nunca foi (e nem será)proveniente de sua personalidade, "personas non gratas" que tendem a cair no modismo ao dizerem que são felizes com seus inúmeros amigos populares,ou mesmo com a sua descolada família.
Mas será mesmo que a felicidade é essa que vem de encontro a nós?
Eu não acho. Eu não acho uma solução.
Por um lado, conviver é viver. Saber se relacionar é humano, é claro que de desilusões todos nós estamos a mercê, mas saber aproveitar momentos felizes é o que dá significado a palavra amizade. Mas tem um porém, tem um alguém. Você pode se iludir, mas ilusão custa caro.
Você não tem admiração por si próprio, não exerce uma atividade que te satisfaça, você não se satisfaz. Preencher esse vazio é o objetivo, com muitas pessoas, situações, tentando ao máximo ocupar o tempo, sem momentos para pensar.
Eu quero fugir dos meus pensamentos, fugir daquilo que pode me atacar e me matar de rancor .
Com atitudes você tira uma pessoa do sério, com palavras você tira uma pessoa da sua vida.
x
Esse é meu ultimo post pra baixo. Agora vou pro meu submundo.
A minha propaganda
A dois anos nasceu esse canto. Postei pouco, queria dizer mais, agora retorno com ambições de alguém compatível a tal desejo. Cresci, mas não o suficiente. Sai do salto, desci ao fundo de um poço e voltei pra contar àqueles tem medo de tentar. Não fiz tudo, não, fiz o que pude até agora. Arrepender? Nunca. Sempre a frente, com novas ambições e com cara de babaca. Sempre, um babaca pra quem não ousa em tentar conversar. O que seria mais interessante do que ver a subestimação na cara do próximo?
Não quero contar sobre a minha vida, mas sobre minha cabeça. Nem tudo que eu faço é proporcional ao que eu penso. Pensar é muito mais que isso. PENSAR LIBERTA!
A partir de agora, do agora, sem hora, a cem por hora, tudo que odeio, receio e aprovo, alias, não só de maus exemplos vive um chato.
Post a post, falando com as paredes e tentando ser gente.
Não quero contar sobre a minha vida, mas sobre minha cabeça. Nem tudo que eu faço é proporcional ao que eu penso. Pensar é muito mais que isso. PENSAR LIBERTA!
A partir de agora, do agora, sem hora, a cem por hora, tudo que odeio, receio e aprovo, alias, não só de maus exemplos vive um chato.
Post a post, falando com as paredes e tentando ser gente.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Um Brontossauro sex
O HONTEM já foi
O OJE já é
__________________________________________________
+2010
*2008-2009
O OJE já é
__________________________________________________
+2010
*2008-2009
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Meus melhores inimigos
Sempre do nosso lado
Compartilhando segundos eternos
Ligados a cada movimento
Não piscam em nenhum momento
Tenho os melhores inimigos
Melhores de todos os tempos
Prestativos e preocupados
Vaidosos e interessados
Interessantes sem dúvida
Meus inimigos são os melhores
São perfeitos nos momentos de chuva
Na hora certa
A palavra certa
Tudo está tão certo
Eles sempre estão perto
Perto de você sempre haverá
alguém pra você compartilhar
seus sucessos fracassantes
o agouro está a todo instante
perto de você
dentro da sua casa
dentro da sua mente
palavra dita pausadamente
paralelamente graciosas
ganho elogios em excesso
liderando um bando
uma corja dada ao engano
vai ver amigo é tudo igual
ou como disseram, eu mereço
meus melhores inimigos
não se acham em qualquer esquina
só nas piores da cidade
apenas sob o pior dos climas
Compartilhando segundos eternos
Ligados a cada movimento
Não piscam em nenhum momento
Tenho os melhores inimigos
Melhores de todos os tempos
Prestativos e preocupados
Vaidosos e interessados
Interessantes sem dúvida
Meus inimigos são os melhores
São perfeitos nos momentos de chuva
Na hora certa
A palavra certa
Tudo está tão certo
Eles sempre estão perto
Perto de você sempre haverá
alguém pra você compartilhar
seus sucessos fracassantes
o agouro está a todo instante
perto de você
dentro da sua casa
dentro da sua mente
palavra dita pausadamente
paralelamente graciosas
ganho elogios em excesso
liderando um bando
uma corja dada ao engano
vai ver amigo é tudo igual
ou como disseram, eu mereço
meus melhores inimigos
não se acham em qualquer esquina
só nas piores da cidade
apenas sob o pior dos climas
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Banquete proporcional
Iguarias aos iguais
Bananas aos banais
Vinho pra quem vinha
Tinto é pra quem tinha
comida posta e já mordida
antepasto veio àquele nefasto
cuia com veneno jorra ameno
copo quebrado direto ao irritado
velhas cadeiras bem vermelhas
bela sobremesa como defesa
o chá é pra cair no sofá
a despedida de quem nunca vai voltar
Bananas aos banais
Vinho pra quem vinha
Tinto é pra quem tinha
comida posta e já mordida
antepasto veio àquele nefasto
cuia com veneno jorra ameno
copo quebrado direto ao irritado
velhas cadeiras bem vermelhas
bela sobremesa como defesa
o chá é pra cair no sofá
a despedida de quem nunca vai voltar
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Globalização
tentando se esconder
foi derrotado na primeira esquina
ninguém sabe se perder
todo mundo leva consigo seu proprio imã
globalizado
seu mundo conectado
indignado
todo mundo bem tratado
traumatizado
meu mundo descascado
enquanto você perde-se no mundo da tevê
povos a sua volta matam todos pra você
enquanto você nega tudo que aparecer
todos a sua volta vão sonhando enriquecer
globalizado
seus valores desperdiçados
indignado
circuitos integrados entrelaçados
listas perigosas
pistas comprometedoras
se livre das vítimas
jogue fora suas roupas
você pode se esconder até o sol aparecer
tente se ocupar com falsas atividades
ande com passos leves
use as palavras mais breves
não há privacidade dentro da sua cidade
foi derrotado na primeira esquina
ninguém sabe se perder
todo mundo leva consigo seu proprio imã
globalizado
seu mundo conectado
indignado
todo mundo bem tratado
traumatizado
meu mundo descascado
enquanto você perde-se no mundo da tevê
povos a sua volta matam todos pra você
enquanto você nega tudo que aparecer
todos a sua volta vão sonhando enriquecer
globalizado
seus valores desperdiçados
indignado
circuitos integrados entrelaçados
listas perigosas
pistas comprometedoras
se livre das vítimas
jogue fora suas roupas
você pode se esconder até o sol aparecer
tente se ocupar com falsas atividades
ande com passos leves
use as palavras mais breves
não há privacidade dentro da sua cidade
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Independe
tudo depende tudo depende de tudo
depende tudo depende de tudo depende tudo
depende
independe a você
vai que tudo depende de você
já que você depende de um tudo
tudo depende
você depende de nós
tudo depende de nós
e de nós esse tudo dependerá
tudo depende de tudo depende de tudo
depende in
independe
de repente tudo dependerá
ou não depende de você mudar
você não é tudo
você não vai mudar?
depende tudo depende de tudo depende tudo
depende
independe a você
vai que tudo depende de você
já que você depende de um tudo
tudo depende
você depende de nós
tudo depende de nós
e de nós esse tudo dependerá
tudo depende de tudo depende de tudo
depende in
independe
de repente tudo dependerá
ou não depende de você mudar
você não é tudo
você não vai mudar?
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Demonstração de afeto
Você ainda não descobriu que é irracional
A cada dia precisando de uma nova aventura
Buscando um amigo entre cada criatura
Como olhar pro seu rosto e não ver um animal?
Você não diminui o desejo de aparecer
Seu reservatório de intrigas não se esgota
Necessita de muitos amigos a sua volta
Imagina que besteira mesmo é crescer
Não encontra as próprias pernas para caminhar sozinha
Diz que sabe de tudo um pouco, que tem imaginação
Ilude quem está próximo com sorrisos de Monalisa
A verdadeira felicidade nunca foi hóspede do seu coração
Você nunca soube conviver
Você nunca soube pensar
Você nunca soube evoluir
Você nunca soube me enganar
Você
Você
Ora, Você,
Você nunca soube de nada
Eu só quero que você se acabe
Pecados estão sobre sua casa
Duelos são travados sobre seu teto
Você é tudo aquilo que passa
Deixando lágrimas podres sobre meu concreto
Mas eu desejo que seu retorno seja breve
Presenciarei sua falsidade entre beijos
Cartas e bilhetes lidos sem querer
Você finalmente saberá o que é perder
Você vale pouco
Você perdeu de tudo
Você? nem de graça
De você só querem as traças
A cada dia precisando de uma nova aventura
Buscando um amigo entre cada criatura
Como olhar pro seu rosto e não ver um animal?
Você não diminui o desejo de aparecer
Seu reservatório de intrigas não se esgota
Necessita de muitos amigos a sua volta
Imagina que besteira mesmo é crescer
Não encontra as próprias pernas para caminhar sozinha
Diz que sabe de tudo um pouco, que tem imaginação
Ilude quem está próximo com sorrisos de Monalisa
A verdadeira felicidade nunca foi hóspede do seu coração
Você nunca soube conviver
Você nunca soube pensar
Você nunca soube evoluir
Você nunca soube me enganar
Você
Você
Ora, Você,
Você nunca soube de nada
Eu só quero que você se acabe
Pecados estão sobre sua casa
Duelos são travados sobre seu teto
Você é tudo aquilo que passa
Deixando lágrimas podres sobre meu concreto
Mas eu desejo que seu retorno seja breve
Presenciarei sua falsidade entre beijos
Cartas e bilhetes lidos sem querer
Você finalmente saberá o que é perder
Você vale pouco
Você perdeu de tudo
Você? nem de graça
De você só querem as traças
sábado, 31 de outubro de 2009
Exemplares
Passamos livres roubando seu ar
queremos pular nas cabeças de nossos fãs
Até que não possam mais aguentar
e comecem a chorar sem parar
Eles nos querem por perto.
Vamos, agéis, ordenar que movam
centímetros para a direita da esquerda
nossos quadros pintados pelo avesso
por pintores sem mecenas nem direitos
Eles precisam do meu ar
Queremos duas dessas pra ontem
muito bem pagas para nos fazer voar
aqui onde a vergonha não existe
e o músculo aniquila quem resiste
Todos são pagos para pagar
Somos reis do seu império
Estampamos livros de filhos carentes
Representamos marcas de pasta de dentes
Ou mesmo interpretamos doentes
Satisfazendo os prazeres de um cachê inexistente
Estamos cada vez mais perto do seu céu
Desde quando você pode me tocar?
Ousadia é excesso de realidade
Realidade é a falta de sucesso
Toneladas sujas de papéis em processos
Rejeitamos viver do seu podre progresso
Somos a relíquia do seu universo
Aquele assunto de segunda-feira
Pesada ansiedade de véspera que rodeia
Brega citação do eros em seu verso
queremos pular nas cabeças de nossos fãs
Até que não possam mais aguentar
e comecem a chorar sem parar
Eles nos querem por perto.
Vamos, agéis, ordenar que movam
centímetros para a direita da esquerda
nossos quadros pintados pelo avesso
por pintores sem mecenas nem direitos
Eles precisam do meu ar
Queremos duas dessas pra ontem
muito bem pagas para nos fazer voar
aqui onde a vergonha não existe
e o músculo aniquila quem resiste
Todos são pagos para pagar
Somos reis do seu império
Estampamos livros de filhos carentes
Representamos marcas de pasta de dentes
Ou mesmo interpretamos doentes
Satisfazendo os prazeres de um cachê inexistente
Estamos cada vez mais perto do seu céu
Desde quando você pode me tocar?
Ousadia é excesso de realidade
Realidade é a falta de sucesso
Toneladas sujas de papéis em processos
Rejeitamos viver do seu podre progresso
Somos a relíquia do seu universo
Aquele assunto de segunda-feira
Pesada ansiedade de véspera que rodeia
Brega citação do eros em seu verso
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Ao menos
Desde cedo já surge a suja sede de sempre
Sonoro som do seu sonho recente
Me guiando entre os poucos encontros do dia
Destruindo meu ego ao método xiita
Ao menos serei seu vulto de um dia atrás
Acostumado em ser sua estátua de praça
Sua piada no namoro mais que supérfluo
Leve impressão de matéria no vácuo
Que seja assim onde puder
Que seja podre onde aguentar
Que seja impessoal onde compreender
Que seja a hora de parar
Eu não vou reaparecer
Voltar da busca do seu som
Para poder descobrir
tudo você esconde sob seu colchão
Sonoro som do seu sonho recente
Me guiando entre os poucos encontros do dia
Destruindo meu ego ao método xiita
Ao menos serei seu vulto de um dia atrás
Acostumado em ser sua estátua de praça
Sua piada no namoro mais que supérfluo
Leve impressão de matéria no vácuo
Que seja assim onde puder
Que seja podre onde aguentar
Que seja impessoal onde compreender
Que seja a hora de parar
Eu não vou reaparecer
Voltar da busca do seu som
Para poder descobrir
tudo você esconde sob seu colchão
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