Sinto que estou prestes a escrever mais uma das bobagens que sempre escrevo pra mim mesmo. Eu sinto.
Tudo termina, mas eu quero distância da despedida.
Transição, transformação, tudo isso é positivo. Mas quem disse que eu quero o positivo?
Um rebelde sem causa, não tenho o que reclamar. Tudo flui da forma mais correta possível. Afinal, enfim estou feliz. Mas nem tudo são flores.
Estou prestes a reprovar no teste da sobrevivência social. Estou prestes a perder um lugar, onde por três anos, conquistei amizades, vi situações, ri, revoltei e aprendi.
Um ambiente que eu nunca mais terei. No fundo, tudo isso é banal. Não sei porque estou fazendo tanta tempestade. Futilidade de adolescente. Saia daqui.
Isso já me ocorreu, a exatamente um ano. Perdi conversas, risadas, meus dias ficaram mais tristes. Acordava pensando em ir até lá, esquecia que tudo aquilo tinha acabado. Um pra cada canto, cada um por si.
Não é nada feliz, não sei porque dizem isso.
É traumatizante. A globalização nos afasta ainda mais.
Passei por poucos. Passei por poucas e boas.
O que farei no próximo ano? Será que encontrarei alguém, que hoje convivo, em uma breve passagem de 10 minutos em um ônibus? Serei obrigado a sintetizar tudo que passo, após meses, em poucas palavras? Será que serei obrigado a esquecer todos vocês?
Um dia cada um de nós...(recuso-me a continuar isso, chega)
ERREI!
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