terça-feira, 10 de novembro de 2009

Independe

tudo depende tudo depende de tudo
depende tudo depende de tudo depende tudo
depende
independe a você
vai que tudo depende de você
já que você depende de um tudo
tudo depende
você depende de nós
tudo depende de nós
e de nós esse tudo dependerá
tudo depende de tudo depende de tudo

depende in
independe

de repente tudo dependerá
ou não depende de você mudar
você não é tudo
você não vai mudar?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Demonstração de afeto

Você ainda não descobriu que é irracional
A cada dia precisando de uma nova aventura
Buscando um amigo entre cada criatura
Como olhar pro seu rosto e não ver um animal?

Você não diminui o desejo de aparecer
Seu reservatório de intrigas não se esgota
Necessita de muitos amigos a sua volta
Imagina que besteira mesmo é crescer

Não encontra as próprias pernas para caminhar sozinha
Diz que sabe de tudo um pouco, que tem imaginação
Ilude quem está próximo com sorrisos de Monalisa
A verdadeira felicidade nunca foi hóspede do seu coração

Você nunca soube conviver
Você nunca soube pensar
Você nunca soube evoluir
Você nunca soube me enganar
Você
Você
Ora, Você,
Você nunca soube de nada

Eu só quero que você se acabe
Pecados estão sobre sua casa
Duelos são travados sobre seu teto
Você é tudo aquilo que passa
Deixando lágrimas podres sobre meu concreto
Mas eu desejo que seu retorno seja breve
Presenciarei sua falsidade entre beijos
Cartas e bilhetes lidos sem querer
Você finalmente saberá o que é perder

Você vale pouco
Você perdeu de tudo
Você? nem de graça
De você só querem as traças

sábado, 31 de outubro de 2009

Exemplares

Passamos livres roubando seu ar
queremos pular nas cabeças de nossos fãs
Até que não possam mais aguentar
e comecem a chorar sem parar
Eles nos querem por perto.

Vamos, agéis, ordenar que movam
centímetros para a direita da esquerda
nossos quadros pintados pelo avesso
por pintores sem mecenas nem direitos
Eles precisam do meu ar

Queremos duas dessas pra ontem
muito bem pagas para nos fazer voar
aqui onde a vergonha não existe
e o músculo aniquila quem resiste
Todos são pagos para pagar

Somos reis do seu império
Estampamos livros de filhos carentes
Representamos marcas de pasta de dentes
Ou mesmo interpretamos doentes
Satisfazendo os prazeres de um cachê inexistente
Estamos cada vez mais perto do seu céu

Desde quando você pode me tocar?
Ousadia é excesso de realidade
Realidade é a falta de sucesso
Toneladas sujas de papéis em processos
Rejeitamos viver do seu podre progresso

Somos a relíquia do seu universo
Aquele assunto de segunda-feira
Pesada ansiedade de véspera que rodeia
Brega citação do eros em seu verso






sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ao menos

Desde cedo já surge a suja sede de sempre
Sonoro som do seu sonho recente
Me guiando entre os poucos encontros do dia
Destruindo meu ego ao método xiita

Ao menos serei seu vulto de um dia atrás
Acostumado em ser sua estátua de praça
Sua piada no namoro mais que supérfluo
Leve impressão de matéria no vácuo

Que seja assim onde puder
Que seja podre onde aguentar
Que seja impessoal onde compreender
Que seja a hora de parar

Eu não vou reaparecer
Voltar da busca do seu som
Para poder descobrir
tudo você esconde sob seu colchão

sábado, 12 de setembro de 2009

Não impacte seu vizinho

Vá logo e embrulhe tudo que você tenha de diferente
Guarde-os em seus armários blindados
Vamos esconder tudo que sobressaia
Pule fora do copo antes que toda água caia

Humor, palavras, livros, barrigas, verdades
Pudor, amarras, risos, brigas, puberdade

Não impacte seu vizinho
Limpe-se ao ver seus amigos
Você não sabe ser prejudicado
Muito menos esconder seus pecados

Corra ou morra!

Seja mais um queridinho
Preso em livros tradicionais
Livre de presos irracionais
Cercados de ligas metálicas
Com intuitos bem razos
Com insultos razoaveis
Onde mora quem ignora
Papéis em segredos
Morada do medo
Ser diferente é mais que anormal
Seja um animal, mas seja racional

sábado, 5 de setembro de 2009

Abdução

Mata velha mata velha distante
Mata velha mata velha distraída
Mata velha mata velha mórbida
Mata velha mata velha de tédio.

Morta e velha
Velha é ela
Sem piegas
Nem tramóia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Admire a ação

Hoje fugi do sol como um vampiro
Hoje passei um filtro naquilo que respiro
Parei de conviver com toda essa gente
Só pare de confundir-se em ser sã
Porque eu não posso mais continuar
caminhando sendo você, amanhã.

Alamedas ou becos, escuros, atrás
Já estou acostumado em não ser admirado
Não se admire, pra mim tanto faz
Seus passos pouco mudaram, são iguais.

Cumpro suas ordens, crio minha desordem.
Olho os outros sabendo meu lugar
Finjo fugir de você. Finjo correr até anoitecer
Qual era seu rosto?
Como posso ter tanto desgosto?
Apenas tenho inveja do seu bom gosto

Através de ação aciono a ilusão
Vou perdendo suas características
Seu aroma me confunde outros
Seus paradigmas me atacam as vistas

Admire-se apenas em estar vivo
pois na proxima curva você será rendido.

Incolor

Sua cor não serve pra nada
Da cor não se salva nada
Seus corações são sempre vermelhos
Mas você sempre passa a tinta
Você falha e corrige o erro.

A cor não significa nada
Meu jardim é mais verde que o seu
e Meu sol sempre brilhou quando amanheceu
Mas meu mundo voce já logo esqueceu.

A Cor não salva ninguém
Meu pigmento pouco lhe atrai
O azul da minha piscina não te satisfaz
As cores nunca existiram na paz.

Eu sei a sua cor de cor
Suas cores frias e feridas quentes
Árvore de vida , coloração bem-vinda
Sei a ordem, primárias, secundárias
Uso tintas de quinta categoria.

A cor do som
A cor num tom
Cor do gol, Cor do hall, do tal
Há cores que não vão sobreviver ao mal.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Falência dos Deuses

Jogue agora tudo que você tem no bolso
Não seja conivente à falência dos Deuses
Honre seu nome vindo da própria imaginação
Ajude ao próximo sem a menor preocupação

Porque tempo é dinheiro
Porque meu templo é dinheiro

Desligue seus rádios, rasgue seus jornais
Dizime nossos inimigos
Dizime com o Dizimo
Dizime seus vícios
Dizime como seu não houvesse outro indicio.

Sustente seus Deuses
Aposente seus deveres
ou apodreça no Subterreo 2
No S 2 pro fim do culto.

Mantenha nossos castelos
Assine aqui, me dê seus carros
Tire seus filhos dessa escola
Apague tudo que há de ruim de suas memórias
Saiba que está sendo abençoado
Limpe seu nome do banco de pecados
No Apocalispe, será sim marcado
Peça aos céus meu salário roubado
e coloque com total dedicação
seu dinheiro como salvação e
passagem para o nosso paralisado
pasaíso idolatrado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Será que você tem sorte?

Será que você tem sorte?
Ao alcance dos 100 anos luz
Verá a mesma afundar nossos pratos
Presenciando a morte de quem ama
Sempre acordado ouvindo, alguém te chama.

Será que você tem sorte?
De ir embora antes da prorrogação
De ter tempo pra acumular o que restou de emoção
De conseguir assistir a última e concorrida sessão
Mostrando os melhores momentos do seu último verão.

Será que você tem sorte?
Vai conseguir sonhar que está em Marte
E distribuir presentes aos ausentes da última estação
Felizes e contentes por nunca terem seu paraíso perdido
Apenas o calor e sensações que nunca mudarão.
O mesmo de sempre.

Aonde estou com a cabeça?
Será que você tem sorte?
De não sobreviver ao novo ataque
De se render antes que o tempo acabe
Revolucionar o seu destino no minuto final
Fisgar a ultima parte do juízo final
Sem tempo para dizer tchau.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Você Acha

Digo"porra", o impacto se cria
Faço o tipo, te adapto como queria
Forço a voz e sempre apareço
Minto tudo, eu sei que te mereço

Você acha que eu te amei.
Você acha que não fiz o certo.
Você acha que alguém está perto.
Você acha que me conquista só com esse sorriso aberto.

Sim ou não, pra mim nada é normal
Você sabe o certo, você cria meu errado
Eu preciso estar do seu lado
Você é meu espelho ideal

Você acha que sempre tem volta
Você acha que não demora
Você acha que é cheia de mérito
Você acha o caminho da minha memória
Você acha, Você só acha
Você se acha!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Proibido Pensar

Amanhã faço tudo
Arrumo meu quarto
Esqueço do curso
Limpo meu muro
Decoro o discurso

Seu retrato torto
Aquele é lixo moço
O Pássaro é roxo!
Meu livro está morto

Tento jogar
Tento aguentar
Domingo é dia
Dia de não pensar

Ligo a Tv, lembrei de você
Não quis atender
Tentei entender
Como pode esquecer?

Gincanas, QI nas alturas
Comercial do celular
Mas eu tento aguentar
Domingo é dia
Dia de não pensar

Família se reúne
Almoço que desune
Papos ao ar
Volto a parar de pensar

Acordarei com a panela
Sem tempo pra falar
Restos de comida
Começam as piadas
Faltam as risadas
Me ajude a parar!

Volto a parar
Parar de pensar
Domingo é o dia.
Hoje é Proibido pensar

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ela gosta de você

Ela gosta de você
O rosto dela já respondeu a questão
Não seja modesto, não seja correto
Mostre ao mundo o quão ela não é ilusão

Parou no tempo, nem ao menos falei
Seus olhos atravessaram a rua lhe vendo
Tinha expulsado você de sua mente
Logo mente pra si própria pois sabe que tem volta
Tenta tapar o sol somente com poucas maneiras

Não precisa escolher sua melhor roupa
Ela gosta de você
Não elabore seus comentários
Ela gosta de você
Ela só queria saber o que você sente
Ela gosta é de você
Não precisa de etiqueta nem obrigado

Somente
mente só
Só mente
e Some Só

sábado, 1 de agosto de 2009

Discreto Concreto

Ele Erra
logo agora
na era
do pó

Agora, Foi,
eu fui,
sem ver,
com dó.

Bem Agora,
na hora errada,
ora eu,
sou um só

Faço direto,
com o braço direito,
um fraco e esquerdo
nó.

Pouco queixo
e pouco vejo
o queixo,
de sua "vó"

Esperando, morro
num morro
bem ali,
ó.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Clã Clandestino

Ancestral comum unido pelo dinheiro
Consangüinidade com o carteiro
Cada um com seu pão e
Cada um no seu chiqueiro.

Nada de totem ou tribo,
A lei agora é ser rico
Cada degrau um beijo
A Cada moeda um novo amigo

Clã Clandestino sem destino
Exógamos de fachada
Sem leis, sem intestinos,
Crianças do fogo sem palavra

Patriarcas dão o exemplo de vida
Seguidores dão o lucro sobre a vida
Ideologia virou quinquilharia
Somos ou não uma bela família?

Vida de clandestino
Em busca do que buscar
Encoberte seu parceiro
Esconda logo esse colar

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Nada

Nada pra mim é pouco
O Nada pra mim é muito
Pra você isso é lixo
No meu mundo isso é puro luxo
No seu nada o Nada não vale nada
Nada mais que isso pode valer
O Isso, isso ao meu ver.

domingo, 19 de julho de 2009

Vencendo o Vencido

Bem Servido e a mercê de cientistas
Pratos limpos, porções em listas.
Digestão de rei, não entre na cozinha
Agora coma seu lixo e pare de falar sozinha.

Coquetel de animais
Gorduras "Transexuais"
Nada é natural
a partir de agora tudo é igual,
tudo igual.

Cardápio de segunda, de quinta, do domingo
não se altera, nem regenera
nada vence, o único vencido é você
Ninguém sabe o que se come dormindo.
Matéria-prima falida
Sabor no lugar da vida.
Converve-se, não vegete
fique na fila, não perca sua vaga
do fast food, na casa das massas
e faça da sua vida uma refeição mais rápida.
Destrua seu império de castas naturais
Aquilo que estava dentro de você, agora não vejo mais.
Quem vê casca não vê conteudo
uma mordida pra ativar minha bílis eterna
sacio minha fome com o mais macio dos veludos
Infectado pelo ácido graxo, já não vejo causas externas.
Saturados, Insaturados, Mal educados
Tudo a mesma coisa, coisa de capitalismo desenfreado.
Mais vermelha do que nunca, coisa de feiticeiro
Obra de uma bruxa, tenho medo de desempregado.
Não, Obrigado.
Com o melhor dos remédios me alimento
Com a melhor das fórmulas me mato
Quem sou eu para dizer o contrário?
vulgo americanizado, gosto do pecado
mas chego em casa
tudo isso já passa
voltam a me monitorar os
antes movimentos involuntários.

sábado, 18 de julho de 2009

Um dois

O que você queria ser?
O que você queria ser antes de morrer?
Um meio de comunicação ou então
Um objeto em combustão?
Um dos dois ou
Um só simples, depois?

Um ser amado
Um ser antenado
Um ser arremessado
para qualquer lado.

Um cara boa pinta
Um cara que pinta
Um cara feito de tinta
que duvida de tudo que se sinta.

Um sujeito determinado
Um sujeito já terminado
Um sujeito mal acabado
de tanto jogar-se diante do pecado.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Decomposição

O tempo passou e ninguém me avisou
O poste, com suas luzes secas, me cegou
A tinta do seu retrato me invejou
O semáforo como um obstáculo me bloqueou
Decomposto estou, uma miragem, não voltou
Compostos foram e não voltaram
Gênios em plena Guerra
Beijos de novela,
Ostenta aquela que hoje o pecado hospeda
e os interesses que a pega
numa homenagem ao pudor
só tenho de futuro fotos do passado
só tenho de orgulho atos atacados
só tenho de impulso relógios atrasados
só tenho de ver meus olhos desbotados
Decomposição
Verdades da oposição
Decomposição
Pedaços acumulados no chão
Decomposição
A tragedia que poucos verão
Decomposição
Delírio em pleno sol de verão
Decomposição
Não! Não gosto
Não! Não posso
Desgosto do Desgosto
Entenda no meu rosto
Aquilo que só eu não vejo
No espelho, que quebra
A vitrine que nos cega (de tanta beleza externa)!

Um Bom Caractere

Não tenho mais saída
tentei fugir de sua "arte"
fiz de tudo pra não fazer parte
de sua tão cruel e fina despedida.

Você me transformou em um símbolo
sem vida, sem opção
limitado, em transe
Perto da morte e da sorte
Me fez ser só de solidão, ou não.

Me lance
Em seu lixo
Depois disso
Me deixe dormir
Descance
Para que seu vício
Não chegue ao ponto
de o nosso passado
ressurgir

Eu sou um caractere
que move todas as suas cartas
que passa e deixa marcas
em suas falsas palavras

Que termina com seu choro como se fosse um belo humorista
Que esconde seus problemas sobre parênteses mais que transparentes,
Que canta suas musicas em coro, sem ao menos saber a letra, suas vertentes
Que demonstra seu amor da forma mais simples e realista.
Que sabe o que você quer ler só de ver seu mais claro semblante
Que pensa da forma que voce precisa como se fosse seu siamês
Que se mata da forma mais discreta, concreta, seu cúmplice amante
Que envelhece e vence , mas progride lentamente mês a mês.
Que no fundo não é mais que um marionete, uma desculpa que resulta no seu sucesso
Que na realidade é fútil e tende a cair na ladeira do recesso.

"Seus textos tão iguais me fazem mal
Use sua borracha, tenha ideais, tudo isso é tão banal
Tire suas virgulas,tente ser real
e no final, apague por completo seu ponto final "

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sem Futuro

Pode ser preconceito
Preceito, aceito
Mas não reprimo
Até entendo, mas não assino

Aproveite enquanto é tempo
Saídas de emergência nunca existirão
O Hoje rendeu tempo, o amanhã só por um momento
O passado nos condena, o hoje, só problema, o amanhã, pouca multidão

Seus valores vieram lá de trás
Voce foi moldado pelos seus ancestrais
Apresentaria, com boa vontade,
mas não vou poder mais,
Aquilo que um dia chamavámos de paz

Já não existe mais paz
O futuro será o hoje
e nada mais.

sábado, 11 de julho de 2009

Atestado

Antes o ar que o blindado
Antes seco que molhado
Antes bêbado que sedado
Antes só que mau olhado
Antes bom que bom bocado
Antes você que o pecado
Bem tratado, Cuidado!
Importado, Cuidado!

Antes o fora que o recado
Antes o adeus que o feriado
Antes surdo que calado
Antes frito que grelhado
Antes só que mau amado
Internado, Cuidado!
Homenageado, Cuidado!

Antes a morte que um deputado
Antes livre que adestrado
Antes padre que batizado
Antes pobre que advogado
Advogado, Cuidado!
Atestado, Cuidado!

Antes de tudo o bom resultado
Antes grego que americanizado
Antes do rico o derrotado
Antes da miséria o acomodado
Antes de Deus o ditado
Antes um na mão que no dois telhado
Antes com você do que enterrado
Envenenado, Cuidado
Descuidado, Cuidado!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ser Falso Ser

Tentava se convencer
Com tudo aquilo que um dia poderia ter
Tênis da ultima temporada,
Camiseta extraelaborada
Com assedio da mulherada isso não largava por nada
Convites, Festas, com isso só pontos ganhava
Novos amigos de infancia, preponderancia
Grandes elogios e eventos, rebento,
porém, nem isso, o tempo
Pai pra quê?
Antes dos 18, um tédio
Depois dos 18, o remedio
Em busca de um carro descente
que o levaria a hegemonia
entre aqueles que um dia o lembraria
Como o cara boa gente.
Ser Falso Ser
Ser, tente ser
Um Ser fácil de esquecer
Ser Falso Ser
Ser, tente Ser
Não espere Acontecer
E nunca mais mudará
Olhos fechados, só queria emprestado
todo o orgulho que um dia sonhou
pediu, aclamou, necessitou, conquistou
Agora finalmente pode ser respeitado.
Seu território já foi marcado
Está tudo acabado
Não adianta chamar
Não quer mais te ver
Já tem tudo precisa
Marcas, tem suas preferidas
Ser Falso Ser
Ser, tente ser
Um Ser fácil de Esquecer
Ser Falso Ser
Ser, tente Ser
Não espere acontecer
E nunca mais mudará.
Livros jogou fora
Não passa mais em frente a uma escola
Com nerds chacoteia, ri
Aos populares Sorri
Com o tempo Comemora
quando tudo acaba, vai embora.
E nunca mais mudará
Poderia ao menos estourar

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não fale de amor

Não é por não falar em amor
Que eu não goste de falar de amor
É por não saber falar em amor
Amor que não diz nada, só amor
Nem tudo aquilo que escutamos
é o que realmente gostamos de ouvir
Calar pra pensar, desistir de amar
Amar pra depois falar,
Paramos sem sair do lugar
Amor não sabe, Nunca teve esse poder
de matar o tempo,de o tempo vencer
Tudo se acaba, de repente
Impressionar com letras, sem cores
Apenas simbolos, secos, vencidos
Voce não sente, não tente
esconder é a pior saida
Vale mais ficar com a sua vida

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Inimigo é você

Antes mesmo de chorar
minha criança pedem pra voltar
pro longe, bem longe

uma montanha sobre o mar
movimenta sem parar
derrubando um pobre monge

Em terra de homens fortes
guerreiros, racionais,
intelecto-atuais
tudo passa sem a menos pressa
só vale o que nos interessa
por tudo que um dia chamamos de lar
seria mesmo difícil mudar?
Mahatma Gandhi, Krishna, Deus
mas só você pode me salvar

agora o inimigo é você
o culpado de tudo
o calcanhar de Aquiles
tudo que há de ruim no mundo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Registro Geral

No mais breve possivel, ou" impossivelmente breve", inicio o caminho que sai do nada e chegará em lugar nenhum, jogando palavras no ar, induzindo multiplas interpretações (ou nenhuma, tanto faz), me apresento, sou Rodrigo Gomes, nada do que você possa se lembrar depois.
Apresentações tão constrangedoras, tão falsas, belas e recheadas de hipocrisias acabam me obrigando a começar a escrever, fazem parar por aqui e ir adiante, porém, ir adiante por onde?
Propaganda enganosa seria a forma ideal de servir-se de aparencias, aparencias que nunca enganam, por mais gigantescas elas sejam, não enganam. O mais comum dos combustiveis da sociedade, um baile de mascaras num carnaval eterno.
Intelectualismo brega e careta, fora de moda, logico. Fã daquilo que poucos gostam, nadando contra maré, um zé qualquer, sem muito romantismo, classicismo, Trovadorismo, Academismo. Longe de tudo que seja perturbador. Criativo pra alguns, egocentrico, ninguém.
O cara x, o garoto y, nome que poucos lembram. Sem "emotivismo" e em busca daquilo que já tem.
Ouça o que eu digo, não ouça ninguém.
Sem mais.