quinta-feira, 23 de julho de 2009

Clã Clandestino

Ancestral comum unido pelo dinheiro
Consangüinidade com o carteiro
Cada um com seu pão e
Cada um no seu chiqueiro.

Nada de totem ou tribo,
A lei agora é ser rico
Cada degrau um beijo
A Cada moeda um novo amigo

Clã Clandestino sem destino
Exógamos de fachada
Sem leis, sem intestinos,
Crianças do fogo sem palavra

Patriarcas dão o exemplo de vida
Seguidores dão o lucro sobre a vida
Ideologia virou quinquilharia
Somos ou não uma bela família?

Vida de clandestino
Em busca do que buscar
Encoberte seu parceiro
Esconda logo esse colar

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Nada

Nada pra mim é pouco
O Nada pra mim é muito
Pra você isso é lixo
No meu mundo isso é puro luxo
No seu nada o Nada não vale nada
Nada mais que isso pode valer
O Isso, isso ao meu ver.

domingo, 19 de julho de 2009

Vencendo o Vencido

Bem Servido e a mercê de cientistas
Pratos limpos, porções em listas.
Digestão de rei, não entre na cozinha
Agora coma seu lixo e pare de falar sozinha.

Coquetel de animais
Gorduras "Transexuais"
Nada é natural
a partir de agora tudo é igual,
tudo igual.

Cardápio de segunda, de quinta, do domingo
não se altera, nem regenera
nada vence, o único vencido é você
Ninguém sabe o que se come dormindo.
Matéria-prima falida
Sabor no lugar da vida.
Converve-se, não vegete
fique na fila, não perca sua vaga
do fast food, na casa das massas
e faça da sua vida uma refeição mais rápida.
Destrua seu império de castas naturais
Aquilo que estava dentro de você, agora não vejo mais.
Quem vê casca não vê conteudo
uma mordida pra ativar minha bílis eterna
sacio minha fome com o mais macio dos veludos
Infectado pelo ácido graxo, já não vejo causas externas.
Saturados, Insaturados, Mal educados
Tudo a mesma coisa, coisa de capitalismo desenfreado.
Mais vermelha do que nunca, coisa de feiticeiro
Obra de uma bruxa, tenho medo de desempregado.
Não, Obrigado.
Com o melhor dos remédios me alimento
Com a melhor das fórmulas me mato
Quem sou eu para dizer o contrário?
vulgo americanizado, gosto do pecado
mas chego em casa
tudo isso já passa
voltam a me monitorar os
antes movimentos involuntários.

sábado, 18 de julho de 2009

Um dois

O que você queria ser?
O que você queria ser antes de morrer?
Um meio de comunicação ou então
Um objeto em combustão?
Um dos dois ou
Um só simples, depois?

Um ser amado
Um ser antenado
Um ser arremessado
para qualquer lado.

Um cara boa pinta
Um cara que pinta
Um cara feito de tinta
que duvida de tudo que se sinta.

Um sujeito determinado
Um sujeito já terminado
Um sujeito mal acabado
de tanto jogar-se diante do pecado.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Decomposição

O tempo passou e ninguém me avisou
O poste, com suas luzes secas, me cegou
A tinta do seu retrato me invejou
O semáforo como um obstáculo me bloqueou
Decomposto estou, uma miragem, não voltou
Compostos foram e não voltaram
Gênios em plena Guerra
Beijos de novela,
Ostenta aquela que hoje o pecado hospeda
e os interesses que a pega
numa homenagem ao pudor
só tenho de futuro fotos do passado
só tenho de orgulho atos atacados
só tenho de impulso relógios atrasados
só tenho de ver meus olhos desbotados
Decomposição
Verdades da oposição
Decomposição
Pedaços acumulados no chão
Decomposição
A tragedia que poucos verão
Decomposição
Delírio em pleno sol de verão
Decomposição
Não! Não gosto
Não! Não posso
Desgosto do Desgosto
Entenda no meu rosto
Aquilo que só eu não vejo
No espelho, que quebra
A vitrine que nos cega (de tanta beleza externa)!

Um Bom Caractere

Não tenho mais saída
tentei fugir de sua "arte"
fiz de tudo pra não fazer parte
de sua tão cruel e fina despedida.

Você me transformou em um símbolo
sem vida, sem opção
limitado, em transe
Perto da morte e da sorte
Me fez ser só de solidão, ou não.

Me lance
Em seu lixo
Depois disso
Me deixe dormir
Descance
Para que seu vício
Não chegue ao ponto
de o nosso passado
ressurgir

Eu sou um caractere
que move todas as suas cartas
que passa e deixa marcas
em suas falsas palavras

Que termina com seu choro como se fosse um belo humorista
Que esconde seus problemas sobre parênteses mais que transparentes,
Que canta suas musicas em coro, sem ao menos saber a letra, suas vertentes
Que demonstra seu amor da forma mais simples e realista.
Que sabe o que você quer ler só de ver seu mais claro semblante
Que pensa da forma que voce precisa como se fosse seu siamês
Que se mata da forma mais discreta, concreta, seu cúmplice amante
Que envelhece e vence , mas progride lentamente mês a mês.
Que no fundo não é mais que um marionete, uma desculpa que resulta no seu sucesso
Que na realidade é fútil e tende a cair na ladeira do recesso.

"Seus textos tão iguais me fazem mal
Use sua borracha, tenha ideais, tudo isso é tão banal
Tire suas virgulas,tente ser real
e no final, apague por completo seu ponto final "

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sem Futuro

Pode ser preconceito
Preceito, aceito
Mas não reprimo
Até entendo, mas não assino

Aproveite enquanto é tempo
Saídas de emergência nunca existirão
O Hoje rendeu tempo, o amanhã só por um momento
O passado nos condena, o hoje, só problema, o amanhã, pouca multidão

Seus valores vieram lá de trás
Voce foi moldado pelos seus ancestrais
Apresentaria, com boa vontade,
mas não vou poder mais,
Aquilo que um dia chamavámos de paz

Já não existe mais paz
O futuro será o hoje
e nada mais.

sábado, 11 de julho de 2009

Atestado

Antes o ar que o blindado
Antes seco que molhado
Antes bêbado que sedado
Antes só que mau olhado
Antes bom que bom bocado
Antes você que o pecado
Bem tratado, Cuidado!
Importado, Cuidado!

Antes o fora que o recado
Antes o adeus que o feriado
Antes surdo que calado
Antes frito que grelhado
Antes só que mau amado
Internado, Cuidado!
Homenageado, Cuidado!

Antes a morte que um deputado
Antes livre que adestrado
Antes padre que batizado
Antes pobre que advogado
Advogado, Cuidado!
Atestado, Cuidado!

Antes de tudo o bom resultado
Antes grego que americanizado
Antes do rico o derrotado
Antes da miséria o acomodado
Antes de Deus o ditado
Antes um na mão que no dois telhado
Antes com você do que enterrado
Envenenado, Cuidado
Descuidado, Cuidado!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ser Falso Ser

Tentava se convencer
Com tudo aquilo que um dia poderia ter
Tênis da ultima temporada,
Camiseta extraelaborada
Com assedio da mulherada isso não largava por nada
Convites, Festas, com isso só pontos ganhava
Novos amigos de infancia, preponderancia
Grandes elogios e eventos, rebento,
porém, nem isso, o tempo
Pai pra quê?
Antes dos 18, um tédio
Depois dos 18, o remedio
Em busca de um carro descente
que o levaria a hegemonia
entre aqueles que um dia o lembraria
Como o cara boa gente.
Ser Falso Ser
Ser, tente ser
Um Ser fácil de esquecer
Ser Falso Ser
Ser, tente Ser
Não espere Acontecer
E nunca mais mudará
Olhos fechados, só queria emprestado
todo o orgulho que um dia sonhou
pediu, aclamou, necessitou, conquistou
Agora finalmente pode ser respeitado.
Seu território já foi marcado
Está tudo acabado
Não adianta chamar
Não quer mais te ver
Já tem tudo precisa
Marcas, tem suas preferidas
Ser Falso Ser
Ser, tente ser
Um Ser fácil de Esquecer
Ser Falso Ser
Ser, tente Ser
Não espere acontecer
E nunca mais mudará.
Livros jogou fora
Não passa mais em frente a uma escola
Com nerds chacoteia, ri
Aos populares Sorri
Com o tempo Comemora
quando tudo acaba, vai embora.
E nunca mais mudará
Poderia ao menos estourar

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não fale de amor

Não é por não falar em amor
Que eu não goste de falar de amor
É por não saber falar em amor
Amor que não diz nada, só amor
Nem tudo aquilo que escutamos
é o que realmente gostamos de ouvir
Calar pra pensar, desistir de amar
Amar pra depois falar,
Paramos sem sair do lugar
Amor não sabe, Nunca teve esse poder
de matar o tempo,de o tempo vencer
Tudo se acaba, de repente
Impressionar com letras, sem cores
Apenas simbolos, secos, vencidos
Voce não sente, não tente
esconder é a pior saida
Vale mais ficar com a sua vida

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Inimigo é você

Antes mesmo de chorar
minha criança pedem pra voltar
pro longe, bem longe

uma montanha sobre o mar
movimenta sem parar
derrubando um pobre monge

Em terra de homens fortes
guerreiros, racionais,
intelecto-atuais
tudo passa sem a menos pressa
só vale o que nos interessa
por tudo que um dia chamamos de lar
seria mesmo difícil mudar?
Mahatma Gandhi, Krishna, Deus
mas só você pode me salvar

agora o inimigo é você
o culpado de tudo
o calcanhar de Aquiles
tudo que há de ruim no mundo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Registro Geral

No mais breve possivel, ou" impossivelmente breve", inicio o caminho que sai do nada e chegará em lugar nenhum, jogando palavras no ar, induzindo multiplas interpretações (ou nenhuma, tanto faz), me apresento, sou Rodrigo Gomes, nada do que você possa se lembrar depois.
Apresentações tão constrangedoras, tão falsas, belas e recheadas de hipocrisias acabam me obrigando a começar a escrever, fazem parar por aqui e ir adiante, porém, ir adiante por onde?
Propaganda enganosa seria a forma ideal de servir-se de aparencias, aparencias que nunca enganam, por mais gigantescas elas sejam, não enganam. O mais comum dos combustiveis da sociedade, um baile de mascaras num carnaval eterno.
Intelectualismo brega e careta, fora de moda, logico. Fã daquilo que poucos gostam, nadando contra maré, um zé qualquer, sem muito romantismo, classicismo, Trovadorismo, Academismo. Longe de tudo que seja perturbador. Criativo pra alguns, egocentrico, ninguém.
O cara x, o garoto y, nome que poucos lembram. Sem "emotivismo" e em busca daquilo que já tem.
Ouça o que eu digo, não ouça ninguém.
Sem mais.