domingo, 27 de junho de 2010

Livro aberto

Certo dia que passou e morreu, parei pra pensar no caminho. Parei no meio dele. Tantas variáveis, sob formas concretas ou mesmo sob as ondas do ar, nosso caminho pode fluir de encontro a infinitas possibilidades, incalculáveis até mesmo diante da própria lembrança. Há um retorno nessa trilha que escolhemos?
Retardatários não são retardados, mas sim os que querem alçar um voô compatível às pernas.
Cadê a página que diz o que fazer? Meu Deus, perdi o manual de instruções da vida.
Estou cansado do humano, do ser, de ser. De comentar, de se contentar e de ouvir o comentário. Estou cansado da imagem de bom, das palavras do bem, das obrigações do mau moço.
Primeira pessoa constrange, mas amortece. Cansado já disse que estou, mas não o que me restou, não me restou muito rancor, não os guardo, simplismente repasso, essa máquina vai me engolir vivo.
Regras até nos momentos de desabafo me cansam, te cansam, eu sei.
Mas, espere um pouco, quem é você?
Fases de transição, ou melhor, fase de transição, sem volta, uma escolha. Prós e contras não existem apenas naquele futebol que satisfaz seu tédio em dias de domingo, você tem isso, e sabe disso, mesmo que os esconda em vícios.
Eu me identifico como um adolescente consciente, até excessivamente, mas ninguém se surpreende. Escolha logo um desses personagens pra eu começar meu ensaio. Sei que tudo é resultado de uma soma de esforço, situação e sorte.
Estou feliz em saber que grandes são os que sofreram no passado e hoje me sinto pior que ontem, que antes de ontem, que 1993. Mas a extremidade dessa curva um dia vai aparecer. Eu sei, sempre soube, por isso me alimento com dejetos como essa junção de letras que não querem dizer nada mais que todos dizem.







Que se acabem as temáticas, não quero lançar livro algum. Muito menos determinar um público-alvo que possa digerí-lo de forma correta.

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