queremos pular nas cabeças de nossos fãs
Até que não possam mais aguentar
e comecem a chorar sem parar
Eles nos querem por perto.
Vamos, agéis, ordenar que movam
centímetros para a direita da esquerda
nossos quadros pintados pelo avesso
por pintores sem mecenas nem direitos
Eles precisam do meu ar
Queremos duas dessas pra ontem
muito bem pagas para nos fazer voar
aqui onde a vergonha não existe
e o músculo aniquila quem resiste
Todos são pagos para pagar
Somos reis do seu império
Estampamos livros de filhos carentes
Representamos marcas de pasta de dentes
Ou mesmo interpretamos doentes
Satisfazendo os prazeres de um cachê inexistente
Estamos cada vez mais perto do seu céu
Desde quando você pode me tocar?
Ousadia é excesso de realidade
Realidade é a falta de sucesso
Toneladas sujas de papéis em processos
Rejeitamos viver do seu podre progresso
Somos a relíquia do seu universo
Aquele assunto de segunda-feira
Pesada ansiedade de véspera que rodeia
Brega citação do eros em seu verso
