quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sinto

Sinto que estou prestes a escrever mais uma das bobagens que sempre escrevo pra mim mesmo. Eu sinto.
Tudo termina, mas eu quero distância da despedida.
Transição, transformação, tudo isso é positivo. Mas quem disse que eu quero o positivo?
Um rebelde sem causa, não tenho o que reclamar. Tudo flui da forma mais correta possível. Afinal, enfim estou feliz. Mas nem tudo são flores.
Estou prestes a reprovar no teste da sobrevivência social. Estou prestes a perder um lugar, onde por três anos, conquistei amizades, vi situações, ri, revoltei e aprendi.
Um ambiente que eu nunca mais terei. No fundo, tudo isso é banal. Não sei porque estou fazendo tanta tempestade. Futilidade de adolescente. Saia daqui.
Isso já me ocorreu, a exatamente um ano. Perdi conversas, risadas, meus dias ficaram mais tristes. Acordava pensando em ir até lá, esquecia que tudo aquilo tinha acabado. Um pra cada canto, cada um por si.
Não é nada feliz, não sei porque dizem isso.
É traumatizante. A globalização nos afasta ainda mais.
Passei por poucos. Passei por poucas e boas.
O que farei no próximo ano? Será que encontrarei alguém, que hoje convivo, em uma breve passagem de 10 minutos em um ônibus? Serei obrigado a sintetizar tudo que passo, após meses, em poucas palavras? Será que serei obrigado a esquecer todos vocês?


Um dia cada um de nós...(recuso-me a continuar isso, chega)

ERREI!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mente

Estou em evolução, mas que sorte a minha.
Não que eu seja diferente, mas é só olhar pro lado e ver a decadência, a alienação, a mentira. Quanta mentira!
Vou balanceando minhas derrapadas com meus acertos, estou no lucro. Estou bem.
Aos poucos vou sumindo da vida de muitos, aos poucos vou entrando na vida de outros. A vida é assim. Eu agradeço a preferência.
Não levo comigo os momentos felizes, eles não são os mais marcantes, os necessários são.
Deveria estar em estado de choque. Não estou.
Deveria estar arrependido de tudo. Não estou.
Quanto orgulho.
Estou irreconhecível pra mim mesmo.
Não sei mais escrever nada profundo, estou raso como um prato.
Minha mente não para de mentir, minha mentira não sai da minha mente.
E esse sonho que vem se aproximando, venho me esforçando, medindo esforços. Medindo eu esforço.
Não, eu continuo idêntico, estou mesmo é explorando.

Oscilo entre o sentimental e o real. 10 Real.

Sem noção de espaço, que pobreza.