domingo, 27 de junho de 2010

Só estamos comentando

Falar daquele que não nos ouve é fácil.
Nossas costas estão cansadas de saber o quão somos apedrejados com palavras em formato de foice. Foram-se.
Também as jogo, como não? Não nasci pra julgar, mas sim, me incluir.
Quero uma tribo, por favor, me avisem quando avistá-la.
Me assombram os comportamentos do ser humano. Já disse.
Tenho pena dos bons psicólogos. Já não bastam os próprios paradoxos, ainda se dedicam com o os do próximo. Árdua tarefa.
Muitas pessoas, hoje em dia (hoje em dia nada, sempre houve isso),se sentem realizadas quando são alertadas de uma fofoca com seu nome. Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Que coisa de gente carente, impressiona.
Ou não, você é assim, eu também, somos todos carentes de sentimentos.
Sentimentos de novela só existem nela.
Não vou entrar no mérito psicosocial do consumo de materiais que têm como conteúdo a vida de terceiros, eles presenteiam fama aos indivíduos. Chega de ficar na platéia do mundo, vamos nos tornar os protagonistas

Você nunca verá um vencedor do prêmio nobel estampando a capa dessas revistas, ou mesmo um grande empresário. Isso tudo é relacionado a imagem, beleza, rostinhos bonitos, boca fechada, só fachada.
Quem faz da vida um tédio é quem inventa o tédio, quem disse que estar em casa é tedioso? Nem toda casa é feita de paredes frias e caras feias. Uma balada pode ser um sacrifício pr'aquele que não precisa de muitas pessoas, fotos, barulhos por volta.
A felicidade existem sim quando o prazer existe, e tudo isso é singular.


A televisão me deixou burro, muito burro demais, agora todas coisas que eu penso me parecem iguais. (Titãs - meu próximo alvo de comentário, já que estamos só comentando.

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