Não mova
um músculo sequer,
qualquer,
em minha direção.
Finja não me ver,
fuja pra qualquer lado,
esconda-me
bem atrás
da cortina,
sobre o telhado
do seu compacto
coração.
Não lute contra você,
mesmo sendo
impossivel entender
se é azar ou consequência
de um grave pecado,
Uma emergência,
pedindo tonéis de clemência
ou questionando se seria
mesmo obra de algum Diabo
que me colocou bem aqui
sobre seu breu sem saber
nem querer.
Não Ouse,
fazer do seu dia,
uma sucessão, velha
de comentários sobre a minha
tão frustada redenção
que profundamente abalou
seu instinto mais abalado.
Mostre, bem acompanhada,
que o tempo
pra você voou,
razante, significante
e não hibernou
como o meu,
que chance a chance
lutou, rusgou
e agora,
definitivamente,
petrificou e morreu
no seu tempo intolerante.
Destaque no seu destino
um caminho curtinho
fácil, singelo
bem te quero,
mas que faça de tudo
pra me esquecer de vez
em vez, talvez,
e solidariza-se
a mudar tudo aquilo
que voce fingiu sonhar
no lar, no bar, sem ar
no dia do relato do
Sono eterno.
Não saia
da minha cabeça.
Seja uma enxaqueca
que mova meu pensar e
Limita-me a pulsos
Inspiros, gritos
mas que
faça-me parar
de falar
ao ar.
Não saia da minha sala
dos porta-retratos,
da mala, da sala de estar
do meu bem estar.
Seja uma morfina,
me paralise,
me equalize,
me priorize
e faça-me parar
de falar.
Seja breve,
de leve, me leve
mesmo eu
não podendo
criticar.
Burle o tempo
não deixe-o
me atropelar.
me solte,
Boa sorte
mas agora, definitamente
eu não quero mais
parar de falar.
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Cara curti seu blog, vou colocar nos meus favoritos aqui. Parabens, muito bom!
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